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20/03/2019

Rock do Umbiguinho



Eu sou o Umbiguinho
não gosto de cosquinha
pegue esse dedinho e enfia ele no
uh, uh, uh

No buraco da orelha
no buraco do nariz
no buraco da parede da vizinha

Eu não gosto de cosquinha
nha nha nha nha nha nha

Eu não gosto de cosquinha
não não não não não

Naaaaaaaaaa....




Para terem uma ideia do ritmo

28/05/2018

Sinfonia Samsung Rock - Vol. II



Rock’n’roll com tom de música clássica, até aí, nenhuma novidade, pois muitas bandas já fizeram essa mistura. Mas esse evento, o Sinfonia Samsung Rock, chama a atenção por fazer isso com músicas e músicos nacionais.

      Com participação dos guitarristas Samuel Rosa (Skank), Rodrigo Suricato (Barão Vermelho) e a guitarrista Lari Basilio, a Orquestra Juvenil Heliópolis interpretou vários clássicos do rock, de Paul MacCartney a Radiohead, passando por Amy Winehouse, Raul Seixas e Raimundos. Todas as músicas eram ilustradas por imagens projetadas num telão gigantesco, que chegava a hipnotizar em alguns momentos.

Foi um evento maravilhoso e espero que aconteça novamente! Abaixo um pouco do show:









http://www.sinfoniasamsungrock.com.br/



Set list completo:


PARTE 1: ABERTURA

1. Medley R.E.M. – Arranjo de Tiago Costa
a_ “Shiny Happy People”
b_ “Losing my Religion”
ARTE: Gringo Cardia

2. Medley Seattle – Arranjo de Tiago Costa
a_ Alice in Chains: “Man in the Box”
b_ Foo Fighters: “The Pretender”
c_ Pearl Jam: “Jeremy”
d_ Soundgarden: “Black Hole Sun”
e_ Stone Temple Pilots: “Plush”
ARTE: Muti Randolph

3. Medley Coldplay – Arranjo de Nelson Ayres
a_ “Clocks”
b_ “Viva la Vida”
ARTE: Batman

PARTE 2:

4. Guns’n Roses: “Sweet Child O’Mine” – Arranjo de Armando Ferrante
ARTE: VJ Vigas

5. Medley AC/DC – Arranjo de Rodrigo Morte – Solista Lari Basilio
a_ “Back in Black”
b_ “Highway to Hell”
c_ “TNT”
ARTE: VJ Vigas

6_ U2: “With or Without You” – Arranjo de Conrado Goys
ARTE: Monique Gardenberg

7_ Legião Urbana: “Tempo Perdido” - Arranjo de Rodrigo Morte
ARTE: Ana Paula Carvalho

PARTE 3:

8. Paul McCartney: “Live and Let Die” – Arranjo de Lourenço Rebetez
ARTE: Eder Santos

9. Medley Raul Seixas - Arranjo de Armando Ferrante
a_ “Gita”
b_ “Maluco Beleza”
ARTE: Grima Grimaldi

10. Medley Beatles: a abertura do álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club
Band” (1967) –
Arranjo de Rodrigo Morte - Solista Rodrigo Suricato
a_ “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”
b_ “With a Little Help from my Friends”
c_ “Lucy in the Sky with Diamonds”
ARTE: Batman

11. Caetano Veloso: “Tropicália” – Arranjo de Jaques Morelenbaum
ARTE: Gringo Cardia

12. Skank: “Dois Rios” - canta: Samuel Rosa - Arranjo de Nelson Ayres
ARTE: Eder Santos

PARTE 4:

13. Medley Amy Winehouse - Arranjo de Rodrigo Morte
a_ “Rehab”
b_ “You Know I'm No Good”
c_ “Back to Black”
ARTE: VJ Vigas

14. Medley Radiohead - Arranjo de Lourenço Rebetez
a_ “Creep”
b_ “Paranoid Android”
ARTE: Muti Randolph

15. Los Hermanos: “Anna Julia” - Arranjo de Nelson Ayres
Solista Rodrigo Suricato
ARTE: Ana Paula

16. Raimundos: “Mulher de Fases” - Arranjo de Armando Ferrante
ARTE: Anna Turra

17. Jorge Ben: “Ponta de Lança Africano (Umbabaraúma)” –
Arranjo de Conrado Goys
Canta Samuel Rosa
ARTE: Grima Grimaldi

BIS:

18. Oasis: “Wonderwall” - Arranjo de Tiago Costa - Canta Samuel Rosa + Rodrigo Suricato e Lari Basilio
ARTE: LIVE



01/05/2018

Long live Café Piu-Piu

Uma poesia para homenagear os 35 anos do Café Piu-Piu:



O Rock’n’Roll está na veia!
No palco, muitas vertentes musicais
Expressão artística diversificada:
guitarra, sanfona, violinos, metais

No coração do bairro do Bixiga
um dos mais tradicionais
Café Piu-Piu, a sua marca
não saiu (nem sairá) de lá jamais

Clássico atrás de clássico
a plateia sempre clama
por mais um riff, um refrão
que acorde a noite paulistana

Tantos músicos aí tocaram
e muitos outros tocarão
Que suas portas permaneçam abertas
para quem tem a música como paixão

Long live Café Piu-Piu!



www.cafepiupiu.com.br



Sou muito grato à casa, por prestigiarem meu trabalho! 


16/09/2013

Em algum lugar dum Rock In Rio distante...

     

    Apesar das baboseiras que serviram pra encher linguiça, reunir Queen, AC/DC, Scorpions, Yes, Whitesnake, Iron Maiden, Ozzy (ainda vivo), num único festival, e no Brasil dos anos 1980, não é pouca coisa.

     Sem contar que as bandas nacionais estavam fazendo do rock um ritmo popular, nessa época.

     Não dá pra comparar com o Rock In Rio 2013, só tem produto enlatado, pop da pior qualidade. Tem até DJ... nada contra, mas não dá pra igualar um DJ a uma banda.

     Um DJ precisa de várias bandas para existir, e uma banda não precisa de nenhum pra ser foda!


Only Rock!


\m/



I gonna highway to hell!



24/09/2011

Nirvana


Adicionar legenda

Este disco (Nevermind, que é o segundo lançado pelo Nirvana) foi praticamente uma machadada na cuca! Não há palavras melhores para explicar o que foi ouvir Smells Like Teen Spirit no walkman, e posteriormente na vitrola.

No começo dos anos 1990 o rock era infestado de bandas de Hard Rock. O Guns’n’Roses era bem legal, o Skid Row até que dava para ouvir, mas o resto... era resto mesmo. Cabelos com laquê, roupas de onçinha e mais uma infinidade de frescuras que faziam parte do figurino das bandas desse estilo, confesso que não faziam minha cabeça. Só o som mesmo, e olhe lá. O Nirvana apareceu e simplesmente mudou o status quo do rock.   

Lembro que meu amigo Kbça, que na época atacava de DJ, comprou o Nevermind, que rapidamente copiei em K7. Depois fiquei sabendo mais sobre a banda, fui até a Woodstock, uma loja que vendia discos de rock e que era referencia aqui em SP, e comprei o Bleach. E os outros álbuns vieram e fui comprando, comprando... Quando o Kbça largou as pick-ups, comprei o Nevermind dele. Tenho até hoje, todos em vinil.

Em 1993 no festival chamado Hollywood Rock o Nirvana se apresentou no segundo dia. Eu fui no primeiro, que tocou o Red Hot Chilli Peppers e o Alice In Chains. Arrependo-me profundamente de não ter visto o Nirvana. A apresentação deles não foi das melhores. Os caras estavam chapados até os ossos. Mesmo assim, valia ve-los. Depois o Kurt se matou e o resto é mito.

O Nirvana deixou muitas “viúvas” pelo planeta. Muitos, assim como eu, acreditam que eles foram a última grande banda de rock que apareceu. Quem não achar isso, que me mostre um acorde que valha juntar dinheiro para comprar em disco (ou CD).

O Nevermind já fez 20 anos, e minha camiseta do Nirvana continua entre as que mais uso.


Territorial Pissings, a última música do lado B do Nevermind. A melhor música do Nirvana.

20/09/2011

DOR CANALHA!

Porra! Como eu pude passar todos esses anos sem ouvir essa música? 
Quem nunca quis gritar: "É UMA DOOOOR... CANALHAAAAA!"




Do disco Vela Aberta (1980)

24/08/2011

O Rock’n’Roll e a fila indiana


Filas e filas para comprar um ingresso de show, seja ele qual fosse. Horas e mais horas em pé ou sentado no chão, aguardando a vez. Cansaço, irritação, fome, sede, “guarda meu lugar aí, que vou no banheiro”, coisas assim. O que tornava tolerável esse tempo de espera eram as conversas sobre música, sobre outros shows ou, seja lá mais o que fosse, desde que fosse sobre o bom e velho Rock’n’Roll (assim, com letra maiúscula). E, quem diria, esse tempo maçante me traria saudades.

Acho que a única coisa verdadeiramente democrática que o ser humano inventou foi a fila. A chamada “fila indiana”, um atrás do outro. Quem chegar primeiro compra primeiro. Nada mais justo. Às vezes alguém tenta furá-la, mas logo há uma manifestação coletiva dos que estão mais atrás e o espertinho se redime e vai lá para o final.

Mas de uns tempos para cá a coisa vem ficando estranha, e se agravou nesse último show do Pearl Jam. Foi anunciada a venda de ingressos para a apresentação, e clientes Citibank, Credicard ou Diners, tiveram preferência na compra dos primeiros lotes, que rapidamente acabaram. Mais lotes foram postos a venda, a organizadora Tickets For Fun manteve a segregação de compra,  e com a mesma velocidade os ingressos chegaram ao fim. Muita gente querendo ir, “opa! show extra anunciado”, mais ingressos, mesma segregação... Os ingressos se esgotaram. Resumo da ópera: só vão ao show os clientes Citibank, Credicard e Diners. Nada democrático isso, e totalmente contra o espírito Rock’n’Roll.

Detesto discursos panfletários, mas está mais que nítida a segregação dada pelo poder de capital. Esse não é o primeiro, e acho que não será o último, show em que isso acontece. O que me surpreende é que tenha acontecido com o do Peral Jam: em 2005 eles fizeram duas apresentações em São Paulo, limitaram a venda de ingressos a quarenta mil e proibiram a venda de bebidas alcoólicas dentro dos shows. Gosto de tomar uma cervejinha, mas achei louvável essa atitude, já que era contra grandes indústrias que faturam horrores com nossa desgraça. Não sei se a banda tem idéia da situação atual, de que essa venda segregada esteja acontecendo, mas acho que, seis anos depois do primeiro show, o dinheiro tenha amolecido suas ideologias. Triste.

Costumo dizer que a última banda de Rock’n’Roll que pisou nesse planeta foi o Nirvana (banda contemporânea ao Pearl Jam). Pode ser radical e pretensioso de minha parte acreditar que depois deles mais ninguém foi digno do título de “grande banda de Rock”, mas vendo como a grana vem correndo entre pautas musicais, acho que esse mérito ainda é deles. A gravação do seu último álbum – In Utero – foi marcada pelas discussões da banda com produtores e gravadora, com esses últimos querendo algo mais pop. A banda, nem aí para a fama, (e nessa época o Nirvana já era a maior banda Rock que existia) manteve sua opinião e o álbum saiu pesado como queriam. Tempos depois Kurt Cobain meteu uma bala na cabeça e virou mito. O último mito do Rock que, de lá pra cá, só teve modismos e bandas mais manjadas do que andar pra frente.

Não acredito numa juventude sem rebeldia. Hoje a molecada quer é fama, roupas da moda e coisas que o consumismo aprova. Nada na geração atual do Rock vale a pena ser ouvido. Tudo gira em torno do mercado. Todos, bandas e fãs, viraram pura e simples mercadoria. Não há como não ser saudoso no atual momento.

O Rock’n’Roll é preto! Não esse arco-íris emo pop e vazio de hoje. Símbolos da “Anarquia!”, “Punks Not Death”, “Long Live Rock’n’Roll” foram substituídos por logotipos de grandes grifes. O analfabetismo ideológico impera numa geração que tem a sua disposição toda e qualquer informação sobre os mais variados assuntos, tudo via internet, sem sair de casa. Paradoxal isso? Acho que não. Numa sociedade consumista e de analfabetos funcionais, não dá para esperar nada além.

Quem for ao show do Pearl Jam, não se vanglorie por ter conseguido o ingresso. Isso se deu por você, momentaneamente, fazer parte de um grupo que foi selecionado por ter o mesmo poder de consumo, mesma afinidade de consumo. Nada mais do que isso. Essa segregação não é saudável, e num regime que se diz democrático, como o do Brasil, é, no mínimo, esquisito.

O Rock’n’Roll está adormecido e espero que as futuras gerações voltem a ter rebeldia, e que a fila seja novamente exercida de maneira democrática e humana, como sempre foi.

Juventude sem rebeldia não é juventude.