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20/06/2019

Capitão boçal, o herói do terceiro mundo


O capitão boçal
subalterno do pelotão
tem como vice o general
o menos ruim do batalhão

Herói do terceiro mundo
tem na cabeça um grande vácuo
Em sua ordem desunida
vive a marcar passo

Alguns ainda o venera
lhe prestando incontinência
e o discurso que vocifera
não tem a mínima coerência

Cantando ou não o mesmo hino
entre infelizes e contentes
marcha em ritmo bovino
o exército de indigentes




18/04/2018

Sobre “bolsomito”, o bolsonaro tido como mito



Com certeza os “bolsotrouxas”, eleitores e simpatizantes do já dito, têm ele como herói mitológico ou algo do tipo, apesar de, em seus 20 anos de deputado federal, nunca ter apresentado um único projeto.

Militar medíocre, que quase foi expulso do exército brasileiro. Exalta a Polícia Militar, porém nunca fez nada a favor desses militares e fez muito menos aos militares assassinados e suas famílias desamparadas.

Mesmo com declarações do tipo que: "eu usava o auxílio moradia pra comer gente", ainda assim seus fiéis o veem como um defensor dos valores cristãos. Fora que recebia o auxílio mesmo não precisando e afirmou isso.

Um idiota que só tem ódio a oferecer.

A linguagem é algo dinâmico e sempre muda, mas os ressignificados que ocorrem no português brasileiro nascem mais do analfabetismo do que por qualquer outro modo. Por exemplo: assim como a palavra "recalcado" virou sinônimo de "invejoso", na linguagem dos usuários de funk (carioca), atualmente a palavra "mito" virou algo do tipo "fodão". Até inventaram o verbo "mitar": fulano de tal "mitou" (fez algo foda).

Gosto da definição do poeta Fernando Pessoa (parafraseando-o): "o mito é a mentira que é verdade".

Para quem não sabe e nem teve a curiosidade de consultar o dicionário, o que hoje é tão simples, leia a definição de mito, logo abaixo.

Realmente acertaram: o bolsolixo é um mito.


https://www.priberam.pt/dlpo/


23/01/2017

Um capeta em forma de gari


Grafite não é grife
é assim que a coisa anda
com esse prefeito de elite
mero gari de propaganda

Tem muita gente que isso adora
porque a realidade desengana
acham mais gostoso ver o Dória
simular comercial de Doriana




16/07/2015

Por uma única bandeira


Vejo várias bandeiras pelas ruas:
vermelhas, azuis, cores do arco-íris
agitadas por militantes, multidões
Populares, militares ou civis
muitas diferenças, ideias e razões

Me desculpe, meu amigo ou camarada
“entendo” a sua jornada
mas já não tenho mais idade
pra esse papo de “revolução”

Por que não nos damos às mãos
e juntos, em sociedade
não fazemos a cidade
para toda a população?

Os anos rebeldes passaram
Passaram até na televisão
Da rebeldia (e do tempo) juvenil
acredito que ficou uma lição:

“Longe vá temor servil”
como diz do hino, o refrão
que cantamos na escola
a contragosto, mas que sabemos agora
a diferença faz, ter uma única bandeira
desde os tempos das brincadeiras

Passamos a vida inteira brigando
Olhando para o próprio umbigo
Fazendo do amigo o inimigo
enquanto o inimigo
e o inimigo do inimigo
se juntam, se fazem amigos

E estão no poder!
E eleitos pelo direito!
E, doa a quem doer
querendo ou não
todos eles nos representam
como manda na Constituição

E é difícil mudar essa situação
porque de eleição em eleição
elegemos o ladrão, o ladrão
o ladrão do ladrão do ladrão
E ninguém merece perdão

No meio político, o que vale
é o toma lá dá cá, a negociata
E por mais que façamos passeatas
falta um discurso que nos iguale

Então por que não formamos
uma única nação, unidos pelo elo:
branco, azul, verde e amarelo
se brasileiro, todos somos?

A bandeira a ser empunhada
é aquela que foi hasteada
no pátio, dos tempos de criança
Tempos de escola e de esperança
em que se sonhava
com o futuro...

Hoje o dia a dia é duro
E muitas crianças da nossa pátria
ainda não sabem o que é escola
E, pior, só sabem o que é esmola

É preciso quebrar essa rima
Paradigma que nos assola
Enquanto houver essa sina
haverão muitas chacinas

porque criança fora da escola
é criança morta!
É juventude morta!
É futuro morto, o resto é lorota!

Chega de ser o país da bola
do carnaval, do samba no pé
dos patriotas em tempos de Copa
Valores que não nos trazem nada
além de um estereótipo vulgar

Quero que aqui seja outro lugar:
o país da ciência, da literatura
do Nobel, da tecnologia, dos esportes
da igualdade de oportunidades
O país do conhecimento...

Mas paro um momento e vejo
que não há outro jeito
de mudar a direção da nação
se não mandarmos as crianças
às escolas!
E não às celas, reformatórios
ou (pior) cadeias... Grades?
Só se forem as curriculares!

E que essas crianças
no intervalo das aulas
no pátio, após o recreio
cercadas de verde
sob o céu azul anil
hasteiem uma única bandeira
cantando em uníssono, o refrão:
“Pátria amada, Brasil!”

Mas até lá, para essa nação
que sonho, chegar
a nação de hoje
tem que se unir e lutar
por uma única bandeira:

a bandeira da educação




07/02/2015

Revistinha


   Olha que fato interessante que acabou de ocorrer:

   Sigo, alias, seguia, a Revista Bula no Twitter (@RevistaBula) por acha-la interessante e coisa do tipo.

 Eles publicaram quase agora (07/02/2015, aproximadamente as 10:55hs) a imagem abaixo, feita por eles, e no post eles pediam: “discorram”, ou seja, deem suas opiniões, mas não está claro se é sobre o assunto ou a imagem; ou até um trocadilho: discorram = des corram = corram de volta... algo assim. Mas acredito que essa última interpretação seja mais viagem minha.





   Como gosto de comunicação, prefiro sempre ver o acontecimento da forma mais ampla possível; mandei minha opinião, em duas “tuitadas”, já que o espaço no TT é curto.

  Fiz minha “analise” com base em: como o escândalo está sendo noticiado, em que pé estão às investigações e na imagem em si.

   E escrevi o seguinte:

1 - “estilo "facebook", pontual e sem profundidade. e nesse momento em que está aparecendo os governos anteriores, acho dispensável.”

2 – “na política, quando se acusa um ladrão, se absolve o outro: se o esquema vem desde 1997, o #PSDB tá nessa tbm!”

   E o que a revista fez? ME BLOQUEOU! Estou impedido de “segui-los”

   Fala sério...

  Isso mostra como a imprensa é tendenciosa e apoia determinados grupos políticos. As investigações estão chegando à origem e isso envolve o PSDB e o ilustre FHC. Mas a imprensa insiste em determinar que o esquema de corrupção seja de 2003 para cá.

  Pergunto, quem ganha com isso? A corrupção tem que aparecer, doa a quem doer!

  E se a Revista Bula pediu opinião de forma aberta, numa rede social, por que não aceitam a minha opinião?

  E acho até engraçado: no que minha singela opinião vai resultar? Não vai nem gerar o mínimo de discussão, não vai acontecer nada.

  Sou um grão de areia no mar da Internet, mas a atitude da Revista Bula se mostrou bem menor do que eu.


  Lamentável!


sugiro que mudem de nome, para "Revista Burla"


31/08/2014

Alckmia


É domingo e chove em SP...

Há quanto tempo isso não ocorre? É domingo à noite e a água escorre pelos córregos, fossos e poços. Fantástico! Quem sabe ela até alcance os lençóis freáticos e ressuscite o volume morto.

É domingo e chove em SP, a maior cidade da América Latina, feita de asfalto, aço, concreto, armações e outras latrinas.

É domingo e chove em SP; enquanto isso Geraldo corre feliz a banhar-se pelo gramado verde do palácio, todo molhadinho, com sua camisa azul calcinha, mamilos duros e sorriso aberto, livre, leve... Solto.

É domingo e chove em SP. Geraldo corre sob a chuva e agradece:

“nada melhor pra coroar
o plágio do aerotrem
em tempo de eleição
que rima com inauguração
mas com coincidência, não
e muito menos com consciência

joga mais água no chão
pro povo ficar alegre
esquecer da seca agreste
e esbanjar no verão!

manda mais água no solo
que de novo o povo vota
molha minha garganta
eles gostam de lorota

jorra essa água
pro contribuinte
enquanto eu lavo a égua
o que é mais quatro
pra quem está a vinte?

grato pela água
que desagua no seco
e diminui o eco ativo
negativo na campanha

no final quem ganha
sou eu”


É domingo e noite de chuva em SP... Segunda-feira, essa nem quero ver.


um chuchu totalmente indigesto

27/10/2012

Eleições: "escolhas" e escolhas



Será? E antes de chegar nessa máquina,
quem é que escolhe? Não é você...
Domingo (28/10/2012) é dia de votar num dos dois candidatos para prefeito, no 2º turno das eleições, e, independente da escolha feita, votaremos em alguém que já foi pré-escolhido, sem que ninguém pedisse sua opinião. E ainda temos que ouvir dos cidadãos-praticantes-da-mesmice que temos que votar, e VOTAR CERTO! ESCOLHER O CORRETO! Mas há mais duas opções, e boas: votar nulo ou votar em branco, que nos últimos anos vem sendo minhas escolhas preferidas. Revezo entre elas.

A única certeza que temos é de que votaremos num candidato dum partido corrupto, não interessa qual seja, PT ou PSDB, que têm no currículo: mensalões, privatizações self service, nepotismo, lobby e muita, mas muita injustiça. Esse é o quadro crítico.

Enquanto não tivermos tempo para nada, a vida ser um mero lance programado, uma eterna pressa que não chega a lugar nenhum, algo editado, faturado, creditado, debitado, um pacote a prazo, uma compra coletiva, um imposto imposto, uma terceirização, uma quarteirização, um BBB, uma franquia, um freelancer, um american way of life, um “curtir”/”compartilhar”, uma propaganda, um produto da moda, uma tendência, uma marca, uma logomarca (neologismo bizarro), um negócio da china, um fazer só para melhorar o currículo, uma Mega Sena, uma esperança eterna ("esperança" é praticar o ato de esperar, não é "ter fé"!), enquanto for um compromisso com o nada, principalmente na parte política, será assim: votaremos em alguém que já foi pré-escolhido.

Então quando for votar domingo, saiba que você está cumprindo um mero papel de cidadão, num teatro chamado sociedade democrática.

Democracia não é sinônimo de liberdade.


O sujo e o mal-lavado:
você escolherá o melhor ou o que fede menos?
E quem escolheu eles como candidatos, foi você?
Acho que não...

18/08/2012

Mensalão: quem é o pai da criança?


Você sabe quando foi que se originou o termo "MENSALÃO"?

Ah, uhu, o papai chegou!
Não? Foi no ano de 1997, no governo do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o pai da criança!

Mas como nessa época internet, rede social e toda essa parafernália tecnológica não estavam na moda, ainda não faziam parte da nossa vida cotidiana, muita coisa desse escândalo tucano caiu no esquecimento. FHC deve erguer as mãos ao céu todos os dias.



“Recordar é viver. Em 1997, surgiram gravações de escutas telefônicas levantando fortes evidências de que havia um esquema para compra de votos de deputados arregimentados por Sérgio Motta, o Serjão, então ministro das Comunicações.
O jornal Folha de S.Paulo foi o primeiro a apontar o escândalo e, para ilustrar a sequência de reportagens, criou um ‘selo’ com a frase: ‘Reeleição comprada?’”


Quando você ouvir a palavra MENSALÃO, lembre-se que isso já não é de hoje (infelizmente).

Ex-ministro de FHC, o finado Sergio Motta:
que o inferno o guarde bem!