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09/12/2021
29/08/2021
Frio capital
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09/03/2021
24/01/2020
São Paulo, 466 anos
A dicotomia
entre o discurso político e a realidade do paulistano (e de tantos
“anos” por aí) é tão imensa, que não entendo como pode não
perceber a diferença entre o falado em palanque e o vivido.
Aqui o
indivíduo é esquecido, consumido, espremido, comprimido (e mais
comprimidos) nessa cidade turbulenta, violenta, lenta... Transeunte
sempre atrasado, em trânsito, completamente parado sobre o asfalto.
Assalto, assalto, assassinos a solta... E o paulistano preso ao medo,
ao modo chulo, ao cheiro ruim, alagado, ilhado, soterrado sob a terra
que é sua... Desterrado pela própria omissão.
Solitário
na multidão, sem propriedade, o paulistano é um exilado em sua
própria cidade.
Canção
do Exausto
Minha terra tem problemas
que sabia até o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
são os mais podres
carcarás
Nossas ruas, mais buracos
Nossas várzeas, mais
horrores
Nas esquinas, mais
chacinas
Nossas vidas, mais temores
Nessa terra paulistana
quase nada que se planta
dá:
a grama aqui não verdeja
o lixo sempre há de
aumentar
os sujos rios não têm
correnteza
e o ar cinzento o sufocará
Nossas aves, revoada de
rapina
alimentam-se de propina
Nossos trens, mais
descarrila
aqui nunca prosperará
Minha terra tem problemas
que sabia até o sabiá
Não permita Deus que eu
morra
sem que me revolte contra
lá:
do Matarazzo ao
Bandeirantes
Câmara e Assembleia
parasita classe deletéria
que eu a ponha a debandar
Minha terra tem picaretas
que sabia até o sabiá
Carcará que aqui gorjeia
do povo bovino se
alimentará
Em cismar – sozinho - à
noite
não dormi... Já é hora
de levantar
Texto e poema declamados
Minhocão no centro dos outros é refresco
12/04/2018
Pablo Escobar - ascensão e "queda"...
(Quando o homem vira mito)
Algo curioso que
me aconteceu:
Estava eu no metrô de SP,
sentido jabaquara, lendo um livro, na minha. O livro era sobre o Pablo Escobar. A princípio, uma biografia, mas era muito mais sobre os narcotraficantes
da época, tendo o Pablo como fio condutor da história.
Próximo de
chagar à estação Sé, um senhor, vestido com a camisa de seleção argentina de futebol, veio até em mim e disse (vou parafraseá-lo, pois ele falou num misto
de espanhol e português): “é sobre Pablo? (digo que é) Muito bom, ele muito
bom... É meu patrão, meu patrão... Muito bom... Tchau”. Despediu-se e
foi, aparentemente feliz.
Fiquei um tanto
impressionado com isso.
xxx
Depois que isso aconteceu e relatei nas redes sociais, mais uma vez, para a minha surpresa, houve uma interação: o perfil do twitter @PabloEscobarJr deu um like na postagem! Pelo visto, o mito do Escobar vai durar muito ainda.
xxx
Depois que isso aconteceu e relatei nas redes sociais, mais uma vez, para a minha surpresa, houve uma interação: o perfil do twitter @PabloEscobarJr deu um like na postagem! Pelo visto, o mito do Escobar vai durar muito ainda.
24/10/2016
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