03/07/2013

Quem é Vivo, sempre aparece, mas quase nunca resolve!

     Desde sábado que temos aqui em casa problemas com a internet e com o fone fixo: hora funciona a internet, hora o fone, hora nenhum dos dois. 

     No domingo liguei na Vivo (ex-telefônica) para tentar solucionar o meu problema, passei pela bateira de gravações de sempre e finalmente fui atendido por uma pessoa, que disse que o problema era na rede e que em 48hs um técnico me atenderia em casa, para resolver a questão.

     Por incrível que pareça o técnico veio na segunda-feira, as 09:30hs! Ele testou o moldem, subiu no poste onde tem a caixinha preta do fone fixo, subiu no poste da rua... e disse que o problema era na porta X da central. Ele telefonou, acredito que para tal central, e um minutos estava tudo resolvido! Inacreditável! Pô que atendimento!

     Mas as horas foram passando e ao anoitecer o fone ficou mudo e a internet foi pras pica!

     Torna eu a ligar na Vivo e passar pela porra da bateria de perguntas do robô, até que um ser humano me atende: explico para ele a situação, digo que o técnico veio e fez isso e aquilo e ele me pede que aguarde, pois ele iria realizar um teste na linha para verificar o problema... e lá vem a pérola: "senhor, realizei o teste e constatei que há um fio desencapado na rede, no lado externo de sua residência..." CARALHO! Que máquina será que ele usa para fazer esse teste? Ele, sentado num callcenter, conseguiu fazer um teste e saber que há um fio desencapado do lado de fora da minha casa! Essa foi demais! Acho que esses caras têm uma lista de desculpas esfarrapadas para darem, só isso explica essa resposta esdruxula! 

     Depois ele disse que em 48hs blá, blá, blá... Isso na noite de segunda.

     Terça acontece o bizarro: com o telefone mudo, a internet volta a funcionar! O legal é que ninguém conseguiu explicar como isso foi possível.

     Hoje ligamos pela manhã... bateria de perguntas do robô... explica tudo novamente para o atendente... e que em 48hs....

     OBS: Para as empresas que estão nas redes sociais e que pensam que é só criar um perfil e fazer o que bem entender, está aqui um exemplo a não ser seguido:

Aí vem o Esdruxulo II - A Missão Continua! Minha irmã tentou pedir ajuda via o perfil do twitter da Vivo - @VivoOn - logo esse perfil começa a segui-la e pede a minha irmã que os sigam de volta, para que pudessem ajudar. Minha irmã se recusa a segui-los e, adivinhem? O perfil da Vivo deixa de segui-la e esquece o caso... ou seja, se não segui-los, não há ajuda. Péssimo exemplo de atitude numa rede social.

     Na tarde de hoje apareceram dois técnicos aqui em casa! Olha isso, que incrível! Eles subiram no poste, debateram onde poderia ser o problema, acusaram o moldem, depois o roteador, ligaram para o primeiro técnico que veio aqui na segunda feira, que disse a eles que o problema era na tal porta X da central da casa do cacete... enfim: conseguiram resolver o problema, mas o complicado é que nos disseram que, se caso o problema volte, que ligassem para eles e não para a central da Vivo.

     Nem eles acho que aguentam os robôs perguntadores.

     E acho que eles não resolveram o problema, só pediram para que o problema dê uma volta por aí e, caso o problema bata a minha porta, que entre em contato.

     Fala sério, olha quanta gente envolvida para resolver um problema que, aparentemente, só um resolveria.

     Não sei se falta vontade ou competência ou os dois! Só visitar não resolve, tem que solucionar o problema!






E agora no meu twitter... Eles insistem no erro!



19/05/2013

O macaco não vê o próprio rabo


Freses de Aécio Neves:


“o Plano Real (lançado por FHC na gestão de Itamar Franco) foi o maior programa de transferência de renda da história brasileira”.

OBS: o Plano Real, primeiramente idealizado como Plano Bacha, tem como mentor o Edmar Bacha, que integrava a equipe de economistas do FHC, que foi quem ficou com a fama. E esse papo de 'transferência de renda', para quem que foi transferida esse renda? Para os mais pobres é que não foram.

outra frase:

“Fomos o partido da estabilidade econômica, o partido das privatizações que tão bem fizeram ao Brasil."

OBS: privatizações que tão fizeram bem... aos empresários que as compraram! Se lerem qualquer livros sobre as privatizações verão que todas elas tiveram investimentos do governo antes da venda e todas elas foram compradas com dinheiro emprestado do próprio governo que as vendeu. Se isso é dar certo, então que diga que deu certo para quem comprou. Fora que todas elas foram vendidas por um valor menor do que o valar que elas realmente tinham.



Saiba mais sobre as privatizações


outra frase:

"Não vamos enfrentar apenas um partido, mas um partido que se encastelou no poder”

OBS: Isso é uma piada, já que em São Paulo o PSDB está há, pelo menos, 12 anos no poder, ou seja, não é diferente do PT, é um 'encastelamento' igual!

Na boa, estaremos fodidos enquanto esses pilantras (PT & PSDB) se revezarem eternamente no poder!



Matéria completa no G1 (clique e leia)



12 anos no poder em São Paulo e reclamam do "encastelamento"
do PT. Com que direito reclamam, se fazem o mesmo?



28/04/2013

Isto é decrépito



A foto da capa da Revista Isto É (edição de 01/05/2013) faz uma associação totalmente infeliz: associa o menor criminoso à prática do skate.



Hoje os skatistas brasileiros são referência no esporte, e lutaram muito para conquistar isso. No documentário Vida Sobre Rodas (abaixo) é possível ver a evolução do esporte no Brasil e do respeito adquirido, ao longo dos anos, por seus desportistas.



A foto da Revista Isto É faz lembrar-nos do ex-prefeito alcoólatra Jânio Quadros, que no ano de 1988 proibiu o skate no parque do Ibirapuera, a princípio, logo mais ampliando a proibição para toda a cidade de São Paulo.

Quando algum jovem era pego andando de skate, a polícia o encaminhava à delegacia, o skate era apreendido e os pais do “criminoso” tinham que comparecer para retirá-lo. Parece piada, mas não é.

Numa mão um skate, na outra uma arma; e na cabeça do responsável pela produção da foto, uma infelicidade.

Banner no site www.istoe.com.br/capa

16/04/2013

Cantiga da aranha



A inspiração é algo interessante: enquanto olhava para o teto, pensando nos trabalhos da por... da maravilha da pós, fiquei observando uma aranha que apareceu do nada... Daí saiu esta cantiga:

Quero saber, quem vai falar
quem foi que ensinou 
a dona aranha a costurar

Quero saber, quem vai dizer
quem foi que ensinou
a dona aranha a tecer

Sobe e desce, tece a teia
a dona aranha não enrola
sobe e desce, tece a teia
não emaranha e não embola

Quero saber, quem vai dizer
quem foi que ensinou
a dona aranha a tecer...



18/03/2013

Direitos ou Deveres Humanos?

Direto: alguém espera que um
outro faça a ele.


Outro dia me deparei no Metrô/SP com esta campanha: Olhe ao Redor.

O adesivo estava logo acima do banco azul, o reservado. Qualquer um faz uma rápida associação: respeite este local, cumpra a lei, ceda o lugar...

A campanha, que propõe às pessoas a olharem ao seu redor, olhar com compaixão para o próximo, é dos governos estadual e municipal de São Paulo, para a promoção dos Direitos Humanos, ou algo assim.

Só que um detalhe me chamou a atenção: a frase diz “Respeito, também é Direitos Humanos”; fiquei na dúvida se respeito é direito ou dever. E pensando sobre, cheguei a conclusão de que respeito não pode ser um direito, deve ser um dever! Deveres Humanos, essa sim é a ideia.

Pense da seguinte maneira: respeito é um direito, ponto. Então saio eu de casa e exijo, porque eu tenho o direito, que as pessoas me tratem com respeito. Vendo por esse lado, todos têm que me tratar bem e todos esperam o mesmo dos outros, ou seja, ninguém faz nada por ninguém, a lei é sempre para que o outro cumpra-a. Acredito que por isso na sociedade impere o desrespeito.

Agora, se respeito fosse um dever: saio eu de casa sabendo que respeito é um dever, então trato bem as pessoas e, tendo a mesma noção que eu, as pessoas também me tratam com decência e aos outros também... Numa lógica espiral e simples, todos se respeitarão.

Isso está longe de acontecer, porque para que isso se torne real é preciso que se tenha o respeito como um valor humano, não como uma atitude que surge da obrigação de uma lei, de um direito que se tem sobre o outro.

Todos nós temos direitos, mas antes temos deveres e enquanto os direitos vierem antes dos deveres, será essa baderna, todo mundo achando que o outro é que tem que cumprir primeiro.

E que se cumpram os DEVERES HUMANOS.


Mais que um direito, respeito é um dever!

Igualdade não se faz com leis, se faz com educação.
Acessibilidade sim, se faz com leis, mas os empresários
estão cagando e andando para isso. Não
gastarão dinheiro para criar acesso a todos.

Ninguém é mais BBBesta



Apesar de escreverem CENSURADO no título do vídeo, não acho o fato de não o exibirem na TV, uma censura.

Todas as pesquisas feitas pelos veículos de comunicação, sobre programas, artistas ou política, alias, nas propagandas políticas esta prática é muito comum: entrevista-se um monte de gente e mostra-se somente as respostas positivas. Tudo que é negativo, lima-se.

O que este vídeo demonstra é que não adianta mais saírem por aí forjando pesquisas, porque, graças à tecnologia, qualquer um pode filmar o que um apresentador ou jornalista estiver fazendo na rua e depois jogar essa filmagem na internet, que é o que aconteceu nesse caso.

Censura é outra coisa.

Este vídeo tem grande importância porque é uma pessoa comum desmascarando uma corporação gigantesca. E este vídeo virou um viral.

O discurso não é mais unilateral. Que se espalhem cada vez mais esses vídeos e essas atitudes!






O primeiro vídeo que deu origem a essa postagem
foi removido. Então procurei outro e fiz o upload.

13/03/2013

Papa Chico



Fé de mais não cheira bem... Mas Papa argentino, até que cheira!

Pensem na grande oportunidade que a igreja católica perdeu, quando não escolheu para Papa o brasileiro.

Pense: somos a sexta maior economia do mundo, já fomos para o espaço (como astronauta), temos trabalhadores em regime de escravidão (potenciais clientes da fé), tivemos Panamericano, teremos Copa do Mundo, Olimpíadas... Nós somos o futuro!

A igreja católica está perdendo share de mercado aqui, na Ilha de Ver(lh)a Cruz: as religiões evangélicas crescem, multiplicam-se e faturam, faturam, faturam, cada vez mais, trocando dinheiro à vista por milagres a um prazo muito, muito, muito longo.

Os bispos chegam a travar batalhas “dinheirológicas” pela TV, na tentativa de angariar mais e mais e mais fiéis. Cada tubarão puxa a sardinha para o seu lado.

Fecha-se um boteco, abre-se um templo quadrangular da graça não sei das quanta, e com os mesmos clientes, incrível isso!

E os católicos... Bucólicos, na verdade.

Perderam a chance de reconquistar mercado, sem precisar caçar e queimar ninguém na fogueira! Que chance desperdiçada. O marqueteiro do conclave é muito fraco.

Imaginem quantas dancinhas novas o Padre Marcelo Rossi poderia lançar, para impulsionar as vendas litúrgicas. E os brinquedos santos que poderiam ser inventados: Lego Maquete do Vaticano, crucifixos coloridos para a molecada (ou meninada) Emo, fantasias de Papa, bonequinhos tipo mini craques, putz, seria demais! Mas não foi.

Na verdade foi é bom o Papa escolhido não ser o brasileiro. Tudo o que não precisamos é de afirmar uma religião, seja qual ela for.

Cada um que acredite na que quiser e em quantas quiser. A verdadeira benção é o sincretismo que por aqui impera!

Boa sorte ao vizinho, Papa Chico.

Por que ter uma se posso ter várias?

06/03/2013

Da Proteção do Trabalho do Menor



De 2000 para cá a lei proíbe que o menor de 16 anos trabalhe com carteira assinada; salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, ele arruma um contratinho meia sola. Isso para a sua proteção... Ou será que é para baratear a mão de obra?

Bem, tirei a CTPS com 13 anos e consegui que a assinassem aos 14. Não morri por conta disso, muito pelo contrário.

Essa proteção ao menor só gera informalidade.


O primeiro de muitos!


Título III
Capítulo IV
Seção I

Art. 402. Considera-se menor para os efeitos desta Consolidação o trabalhador de quatorze até dezoito anos. (Alterado pela L-010.097-2000)

Art. 403. É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. (Alterado pela L-010.097-2000)

Parágrafo único. O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à escola. (Alterado pela L-010.097-2000)





05/03/2013

Corrente da Felicidade (de quem?)




Vamos lá: 

pelo que entendi, eu chego para comprar um sorvete e ele já está pago. Então eu pego o dinheiro que pagaria meu sorvete e deixo outro sorvete pago para o próximo, que faz a mesma coisa... Ou seja: só a primeira pessoa não pagou o sorvete.

Todos os seguintes pagaram o sorvete da dita corrente, com o dinheiro que pagaria o próprio sorvete?

Essa corrente é uma furada!

Bem, a publicidade moderna não está aí para desenvolver grandes pessoas. Está nessa para desenvolver grandes marcas! Que bom...



25/01/2013

Aniversário de São Paulo


Alguns poemas que fiz inspirados nessa cidade que não para, que desumaniza pessoas, humaniza animais, cansa a vida, mas que ao mesmo tempo acolhe e cria oportunidades.


Sampacaosmopolitana

Impressões de São Paulo – Liberdade

Anunciação

Loucomotiva

Estrela (de)cadente

Pombas

Poesia prum dia chuvoso

Vila das Belezas

Compostagem

Canibalismo Capital

Pedro (ou A Procissão)



Veja o sol dessa manhã tão cinza...

30/12/2012

Por um real ano novo




Disse um filósofo que a primeira bomba atômica foi lançada sobre a Terra quando a esperança de uma vida boa, próspera, de convivência pacifica e justa foi lançada ao céu, a um lugar que não este em que vivemos.

Quando a prosperidade deixou de habitar o planeta e passou a ser vista como algo divino, algo a ser alcançado numa "vida" além-vida, passamos a deixar de lado nossa realidade para crer num paraíso lúdico, perfeito e divino. O “agora” se resumiu em penitência e servidão.

Espero que em 2013 (e nos anos posteriores) as pessoas entendam que podemos e somos capazes de construir algo melhor, que podemos viver bem o "agora", com dignidade, sem esperar pelo futuro e, muito menos, um paraíso divino, distante.

Temos que construir uma sociedade justa, agora.

Todo paraíso é platônico.


Pegaram Jesus pra cristo!

29/12/2012

Coleção Folha Legendas Tocas


Vou lançar a Coleção Folha Legendas Tocas!

Geralmente as fotos publicadas nos jornais são acompanhadas de uma legenda. Essa legenda geralmente faz alguma observação sobre a foto ou é contida de alguma ironia, filosofia, algo que provoque o leitor a pensar sobre a imagem. 

A legenda é boa quando a imagem retrata algo, a legenda diz outro algo e os dois criam uma terceira impressão sobre o assunto proposta na matéria.

Tenho como página inicial do meu Browser o site da Folha.com, pelo qual tento me manter informado das "notícias" sobre os mais variados assuntos. 

A Folha anda pisando na bola quando o assunto é legenda. Ela simplesmente descreve a foto, coisa que é desnecessário, já que a imagem retrata a situação.

Acredito que elas sejam escritas por estagiários ou jovens jornalistas, que mais fumaram unzinho e beberam na faculdade do que se preocuparam em estudar comunicação. Um jornalista experiente não escreveria essas besteiras (acho).

Abaixo tem alguns exemplos:


Poderia ter escrito: Calor intenso no litoral paulista.
Veja a previsão do tempo.
Essa é bizarra! Essa postei no Twitter e 5 mim depois trocaram a legenda.
Veja abaixo:
Melhorou muito! O estagiário foi rápido.
Essa é esquisita: o que interessa é o vandalismo ou o cara fumando? 
Quem é mais óbvio: a legenda ou o meteorologista francês? 
É meio óbvio que a lentidão no trânsito foi causada pelo excesso de
veículos. Que tal assim: Tantos milhões de veículos descem ao litoral
paulista. Veja as condições das estradas. 
Mulher celebra o ano novo... só ela que celebrou.
Veja bem, "danificados" acredito que não seja a palavra ideal... Os edifícios
foram DESTRUÍDOS! Isso sim.
Ah, é uma televisão, ainda bem que avisou, senão eu nem ia desconfiar.



Conforme a Folha for falhando, aumento minha coleção!


A notícia é o homem observando o foguete. O lançamento mesmo não
tem importância alguma. Essa é do dia 30/01/2013
Jogadores disputam bola no clássico... fala sério, a pessoa que escreveu
isso espera que os jogadores de futebol disputem o que? 
Essa é tipo pegadinha: onde está a mulher? Sim, é aquela de burca, mas
como saber se ela está olhando, entrando ou sei lá o que? 


27/12/2012

05/12/2012

25 de Março e São Dimas



Uma cena hoje me chamou a atenção: estava eu subindo a rua em que trabalho, voltando do almoço, e passaram correndo por mim alguns camelôs, fugindo do rapa. Normal para a região, bairro da Luz, arredores da 25 de Março.

Não, não é uma Micareta.
É o dia a dia na 25.
Eram três ambulantes: o primeiro com um tabuleiro de morangos, os outros com tabuleiros de frutas. Pedaços de melancia e abacaxi fresquinhos. Caminhei mais um pouco e vi outro, que foi pego e teve sua mercadoria apreendida. Vendia coco. Num dia de calor paulistano, uma aguinha de coco é muito bem vinda.

Todo mundo, e por que não dizer todo “o mundo”, sabe que a região da 25 de Março é o paraíso das compras. Muita mercadoria barata e de todo o tipo. E todo mundo sabe que toda aquela oferta é barata porque é contrabandeada, e muita coisa é falsificada. Tudo ilegal, sem carga tributária, sem direitos autorais, sem direitos de marca, sem direito nenhum. E por que não dizer que esse é o “sonho neoliberal”, já que não existe a intervenção do Estado naquela zona e ninguém precisa justificar nada a ninguém? Aliás, existe sim a presença do Estado: apreendendo mercadorias de camelôs que ficam espalhados pelas calçadas.

Lego falsificado
Apesar da prisão do “empresário” Law Kin Chong, dono da lendária Galeria Pagé, a ilegalidade continua e aumenta cada vez mais. A quantidade de estrangeiros naquele comercio, a maioria de chineses, também é impressionante. Um colega meu de trabalho viu um anúncio curioso por lá: “Precisa-se de Bolivianos”, dizia uma placa; ou seja: precisa-se de gente que trabalhe muito, não fale nada e que aceite ganhar esmola. Coisas de potência econômica emergente: se não tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), então que tenha mão-de-obra semiescrava, para valer alguma coisa.

Voltando a cena que vi, se você parar para analisar, os camelôs que fugiram do rapa (os agentes do Estado), e tiveram seus tabuleiros apreendidos, eram brasileiros vendendo frutas, produtos verdadeiramente naturais que, obviamente, não eram falsificados; ou será que é possível falsificar um coco? Eles também não pagam nenhum tipo de imposto, mas suas ofertas mirradas não atrapalham em nada o comercio local (que em sua maioria é ilegal). O que justifica apreenderem as frutas que os camelôs vendiam enquanto todo o resto daquela ilegalidade acontecia sem nenhum problema, como se fosse a coisa mais natural do mundo? A única resposta que tenho é que muita gente GRANDE ganha MUITO dinheiro com isso.

Fruta original? Não, isso não pode!
Brasileiro vender frutas na rua deveria ser a atividade mais natural do mundo, mas não, na região central, ser estrangeiro e vender contrabando é que é corriqueiro, comum.

Ver brasileiros tendo suas mercadorias presas enquanto estrangeiros vendem produtos ilegais numa boa, de certa forma protegidos pelo Estado, é para ficar indignado. Não sou xenófobo, não tenho nada contra estrangeiro algum, mas também não acredito num mundinho Imagine, do John Lennon.

O curioso é que 25 de março é dia de São Dimas, conhecido na tradição católica como o “bom ladrão”, um criminoso que se arrependeu de seus feitos maus e que passou a converter outros contraventores.

Para converter a 25 de Março, com certeza, São Dimas precisará de um batalhão de santos para conseguir (se é que é possível convertê-los).



A ilegalidade propagada via internet:

12/11/2012

Publicidade legalize


LEGALIZE TOTAL! \o/ A maconha caminha em silêncio para a legalização!

Você percebeu?

Queimando tudo com a
rapaziada, menos o filme!
Há algum tempo atrás vi nas redes socais um folder do show do Planet Hemp, banda que que, todo mundo já está careca de saber, "luta" pela legalização da maconha; até aí, nada de novo (e nada contra também).

Mas um detalhe me chamou a atenção: no folder estava estampado o símbolo e o logotipo da Chevrolet! Isso quer dizer que uma marca tradicional, símbolo da indústria, do progresso, americana coisa e tal, conservadora piririm pororom, apoiava o evento em destaque, evento que era o show musical do Planet Hemp, “defensores” da maconha.

Indiretamente a marcar GM diz: maconheiros, “é nóis”! E dizem isso porque pensam em números: esse público é grande, tem grana, e queremo-los!

Hoje (domingo 11/11/2012) estava eu com amigos e familiares num bar da ZN, tomando várias, pra variar, e eis que entram duas promoters (gostosíssimas, com coroa de princesa e tudo mais). Não imaginávamos o que elas estavam promovendo, até chegaram à nossa mesa: fizeram algumas perguntas, tudo na maior das maiores descontrações e anunciam o produto anunciado: Bàli-Hài Paper....

Ok, o que é Bàli-Hài Paper? É nada mais nada menos do que papel para enrolar tabaco, fumo...

Aí eu me pergunto: quem é que hoje, com marcas e mais marcas de cigarros sendo oferecidas em qualquer esquina, quem é que enrola tabaco? Além dos tiozinhos que fumam cigarro de palha, quem é que enrola fumo? (fumo = tabaco)

Nem meu vô enrola mais o tabaco!
A resposta é: ninguém! Mesmo se alguém falar, “ah, eu enrolo meu tabaquinho, prefiro”, ainda sim é um número muito pequeno de consumidores. O foco da empresa, com certeza, são os que puxam um fuminho, a perninha do grilo, um Bob. Não creio que a Bàli-Hài Paper queira mudar o hábito de quem compra cigarro em maço.

Quem compra papel para enrolar tabaco, na boa, todo mundo sabe, que é pra enrolar fumo (fumo = maconha).  Cada um cada um, nada contra quem dá uns dois. Isso não é problema meu, e nem é um problema pra mim.

Mas é curiosos como a indústria se move em "silêncio" para atingir os mais diversos nichos. Não importa se é legal ou ilegal, se a galera “curti”, gosta, acha cool, acha legal, então é vendável e se é vendável deve ser comercializado!

Aí eu entro no site dos caras balihaipaper.com.br e tem todo um clima vintage (que é cool e está na moda), com surf music tocando e tudo mais e concluo: maconheiros, a legalização caminha para ser concretizada! Se a indústria indiretamente colabora e ganha grana de maneira legal com isso, então a clandestinidades está "próxima" do fim.

Quando a publicidade absorve algo e divulga é porque esse algo interessa muita gente que tem poder e quer ganhar mais grana; e as coisas mudam quando o interesse desses grupos, desses lobbys, estão em questão.

Maconheiros comemorem, a maconha caminha para a legalização!


Legalize it!


Peter Tosh