28/04/2013

Isto é decrépito



A foto da capa da Revista Isto É (edição de 01/05/2013) faz uma associação totalmente infeliz: associa o menor criminoso à prática do skate.



Hoje os skatistas brasileiros são referência no esporte, e lutaram muito para conquistar isso. No documentário Vida Sobre Rodas (abaixo) é possível ver a evolução do esporte no Brasil e do respeito adquirido, ao longo dos anos, por seus desportistas.



A foto da Revista Isto É faz lembrar-nos do ex-prefeito alcoólatra Jânio Quadros, que no ano de 1988 proibiu o skate no parque do Ibirapuera, a princípio, logo mais ampliando a proibição para toda a cidade de São Paulo.

Quando algum jovem era pego andando de skate, a polícia o encaminhava à delegacia, o skate era apreendido e os pais do “criminoso” tinham que comparecer para retirá-lo. Parece piada, mas não é.

Numa mão um skate, na outra uma arma; e na cabeça do responsável pela produção da foto, uma infelicidade.

Banner no site www.istoe.com.br/capa

16/04/2013

Cantiga da aranha



A inspiração é algo interessante: enquanto olhava para o teto, pensando nos trabalhos da por... da maravilha da pós, fiquei observando uma aranha que apareceu do nada... Daí saiu esta cantiga:

Quero saber, quem vai falar
quem foi que ensinou 
a dona aranha a costurar

Quero saber, quem vai dizer
quem foi que ensinou
a dona aranha a tecer

Sobe e desce, tece a teia
a dona aranha não enrola
sobe e desce, tece a teia
não emaranha e não embola

Quero saber, quem vai dizer
quem foi que ensinou
a dona aranha a tecer...



18/03/2013

Direitos ou Deveres Humanos?

Direto: alguém espera que um
outro faça a ele.


Outro dia me deparei no Metrô/SP com esta campanha: Olhe ao Redor.

O adesivo estava logo acima do banco azul, o reservado. Qualquer um faz uma rápida associação: respeite este local, cumpra a lei, ceda o lugar...

A campanha, que propõe às pessoas a olharem ao seu redor, olhar com compaixão para o próximo, é dos governos estadual e municipal de São Paulo, para a promoção dos Direitos Humanos, ou algo assim.

Só que um detalhe me chamou a atenção: a frase diz “Respeito, também é Direitos Humanos”; fiquei na dúvida se respeito é direito ou dever. E pensando sobre, cheguei a conclusão de que respeito não pode ser um direito, deve ser um dever! Deveres Humanos, essa sim é a ideia.

Pense da seguinte maneira: respeito é um direito, ponto. Então saio eu de casa e exijo, porque eu tenho o direito, que as pessoas me tratem com respeito. Vendo por esse lado, todos têm que me tratar bem e todos esperam o mesmo dos outros, ou seja, ninguém faz nada por ninguém, a lei é sempre para que o outro cumpra-a. Acredito que por isso na sociedade impere o desrespeito.

Agora, se respeito fosse um dever: saio eu de casa sabendo que respeito é um dever, então trato bem as pessoas e, tendo a mesma noção que eu, as pessoas também me tratam com decência e aos outros também... Numa lógica espiral e simples, todos se respeitarão.

Isso está longe de acontecer, porque para que isso se torne real é preciso que se tenha o respeito como um valor humano, não como uma atitude que surge da obrigação de uma lei, de um direito que se tem sobre o outro.

Todos nós temos direitos, mas antes temos deveres e enquanto os direitos vierem antes dos deveres, será essa baderna, todo mundo achando que o outro é que tem que cumprir primeiro.

E que se cumpram os DEVERES HUMANOS.


Mais que um direito, respeito é um dever!

Igualdade não se faz com leis, se faz com educação.
Acessibilidade sim, se faz com leis, mas os empresários
estão cagando e andando para isso. Não
gastarão dinheiro para criar acesso a todos.

Ninguém é mais BBBesta



Apesar de escreverem CENSURADO no título do vídeo, não acho o fato de não o exibirem na TV, uma censura.

Todas as pesquisas feitas pelos veículos de comunicação, sobre programas, artistas ou política, alias, nas propagandas políticas esta prática é muito comum: entrevista-se um monte de gente e mostra-se somente as respostas positivas. Tudo que é negativo, lima-se.

O que este vídeo demonstra é que não adianta mais saírem por aí forjando pesquisas, porque, graças à tecnologia, qualquer um pode filmar o que um apresentador ou jornalista estiver fazendo na rua e depois jogar essa filmagem na internet, que é o que aconteceu nesse caso.

Censura é outra coisa.

Este vídeo tem grande importância porque é uma pessoa comum desmascarando uma corporação gigantesca. E este vídeo virou um viral.

O discurso não é mais unilateral. Que se espalhem cada vez mais esses vídeos e essas atitudes!






O primeiro vídeo que deu origem a essa postagem
foi removido. Então procurei outro e fiz o upload.

13/03/2013

Papa Chico



Fé de mais não cheira bem... Mas Papa argentino, até que cheira!

Pensem na grande oportunidade que a igreja católica perdeu, quando não escolheu para Papa o brasileiro.

Pense: somos a sexta maior economia do mundo, já fomos para o espaço (como astronauta), temos trabalhadores em regime de escravidão (potenciais clientes da fé), tivemos Panamericano, teremos Copa do Mundo, Olimpíadas... Nós somos o futuro!

A igreja católica está perdendo share de mercado aqui, na Ilha de Ver(lh)a Cruz: as religiões evangélicas crescem, multiplicam-se e faturam, faturam, faturam, cada vez mais, trocando dinheiro à vista por milagres a um prazo muito, muito, muito longo.

Os bispos chegam a travar batalhas “dinheirológicas” pela TV, na tentativa de angariar mais e mais e mais fiéis. Cada tubarão puxa a sardinha para o seu lado.

Fecha-se um boteco, abre-se um templo quadrangular da graça não sei das quanta, e com os mesmos clientes, incrível isso!

E os católicos... Bucólicos, na verdade.

Perderam a chance de reconquistar mercado, sem precisar caçar e queimar ninguém na fogueira! Que chance desperdiçada. O marqueteiro do conclave é muito fraco.

Imaginem quantas dancinhas novas o Padre Marcelo Rossi poderia lançar, para impulsionar as vendas litúrgicas. E os brinquedos santos que poderiam ser inventados: Lego Maquete do Vaticano, crucifixos coloridos para a molecada (ou meninada) Emo, fantasias de Papa, bonequinhos tipo mini craques, putz, seria demais! Mas não foi.

Na verdade foi é bom o Papa escolhido não ser o brasileiro. Tudo o que não precisamos é de afirmar uma religião, seja qual ela for.

Cada um que acredite na que quiser e em quantas quiser. A verdadeira benção é o sincretismo que por aqui impera!

Boa sorte ao vizinho, Papa Chico.

Por que ter uma se posso ter várias?

06/03/2013

Da Proteção do Trabalho do Menor



De 2000 para cá a lei proíbe que o menor de 16 anos trabalhe com carteira assinada; salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, ele arruma um contratinho meia sola. Isso para a sua proteção... Ou será que é para baratear a mão de obra?

Bem, tirei a CTPS com 13 anos e consegui que a assinassem aos 14. Não morri por conta disso, muito pelo contrário.

Essa proteção ao menor só gera informalidade.


O primeiro de muitos!


Título III
Capítulo IV
Seção I

Art. 402. Considera-se menor para os efeitos desta Consolidação o trabalhador de quatorze até dezoito anos. (Alterado pela L-010.097-2000)

Art. 403. É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. (Alterado pela L-010.097-2000)

Parágrafo único. O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à escola. (Alterado pela L-010.097-2000)





05/03/2013

Corrente da Felicidade (de quem?)




Vamos lá: 

pelo que entendi, eu chego para comprar um sorvete e ele já está pago. Então eu pego o dinheiro que pagaria meu sorvete e deixo outro sorvete pago para o próximo, que faz a mesma coisa... Ou seja: só a primeira pessoa não pagou o sorvete.

Todos os seguintes pagaram o sorvete da dita corrente, com o dinheiro que pagaria o próprio sorvete?

Essa corrente é uma furada!

Bem, a publicidade moderna não está aí para desenvolver grandes pessoas. Está nessa para desenvolver grandes marcas! Que bom...



25/01/2013

Aniversário de São Paulo


Alguns poemas que fiz inspirados nessa cidade que não para, que desumaniza pessoas, humaniza animais, cansa a vida, mas que ao mesmo tempo acolhe e cria oportunidades.


Sampacaosmopolitana

Impressões de São Paulo – Liberdade

Anunciação

Loucomotiva

Estrela (de)cadente

Pombas

Poesia prum dia chuvoso

Vila das Belezas

Compostagem

Canibalismo Capital

Pedro (ou A Procissão)



Veja o sol dessa manhã tão cinza...

30/12/2012

Por um real ano novo




Disse um filósofo que a primeira bomba atômica foi lançada sobre a Terra quando a esperança de uma vida boa, próspera, de convivência pacifica e justa foi lançada ao céu, a um lugar que não este em que vivemos.

Quando a prosperidade deixou de habitar o planeta e passou a ser vista como algo divino, algo a ser alcançado numa "vida" além-vida, passamos a deixar de lado nossa realidade para crer num paraíso lúdico, perfeito e divino. O “agora” se resumiu em penitência e servidão.

Espero que em 2013 (e nos anos posteriores) as pessoas entendam que podemos e somos capazes de construir algo melhor, que podemos viver bem o "agora", com dignidade, sem esperar pelo futuro e, muito menos, um paraíso divino, distante.

Temos que construir uma sociedade justa, agora.

Todo paraíso é platônico.


Pegaram Jesus pra cristo!

29/12/2012

Coleção Folha Legendas Tocas


Vou lançar a Coleção Folha Legendas Tocas!

Geralmente as fotos publicadas nos jornais são acompanhadas de uma legenda. Essa legenda geralmente faz alguma observação sobre a foto ou é contida de alguma ironia, filosofia, algo que provoque o leitor a pensar sobre a imagem. 

A legenda é boa quando a imagem retrata algo, a legenda diz outro algo e os dois criam uma terceira impressão sobre o assunto proposta na matéria.

Tenho como página inicial do meu Browser o site da Folha.com, pelo qual tento me manter informado das "notícias" sobre os mais variados assuntos. 

A Folha anda pisando na bola quando o assunto é legenda. Ela simplesmente descreve a foto, coisa que é desnecessário, já que a imagem retrata a situação.

Acredito que elas sejam escritas por estagiários ou jovens jornalistas, que mais fumaram unzinho e beberam na faculdade do que se preocuparam em estudar comunicação. Um jornalista experiente não escreveria essas besteiras (acho).

Abaixo tem alguns exemplos:


Poderia ter escrito: Calor intenso no litoral paulista.
Veja a previsão do tempo.
Essa é bizarra! Essa postei no Twitter e 5 mim depois trocaram a legenda.
Veja abaixo:
Melhorou muito! O estagiário foi rápido.
Essa é esquisita: o que interessa é o vandalismo ou o cara fumando? 
Quem é mais óbvio: a legenda ou o meteorologista francês? 
É meio óbvio que a lentidão no trânsito foi causada pelo excesso de
veículos. Que tal assim: Tantos milhões de veículos descem ao litoral
paulista. Veja as condições das estradas. 
Mulher celebra o ano novo... só ela que celebrou.
Veja bem, "danificados" acredito que não seja a palavra ideal... Os edifícios
foram DESTRUÍDOS! Isso sim.
Ah, é uma televisão, ainda bem que avisou, senão eu nem ia desconfiar.



Conforme a Folha for falhando, aumento minha coleção!


A notícia é o homem observando o foguete. O lançamento mesmo não
tem importância alguma. Essa é do dia 30/01/2013
Jogadores disputam bola no clássico... fala sério, a pessoa que escreveu
isso espera que os jogadores de futebol disputem o que? 
Essa é tipo pegadinha: onde está a mulher? Sim, é aquela de burca, mas
como saber se ela está olhando, entrando ou sei lá o que? 


27/12/2012

05/12/2012

25 de Março e São Dimas



Uma cena hoje me chamou a atenção: estava eu subindo a rua em que trabalho, voltando do almoço, e passaram correndo por mim alguns camelôs, fugindo do rapa. Normal para a região, bairro da Luz, arredores da 25 de Março.

Não, não é uma Micareta.
É o dia a dia na 25.
Eram três ambulantes: o primeiro com um tabuleiro de morangos, os outros com tabuleiros de frutas. Pedaços de melancia e abacaxi fresquinhos. Caminhei mais um pouco e vi outro, que foi pego e teve sua mercadoria apreendida. Vendia coco. Num dia de calor paulistano, uma aguinha de coco é muito bem vinda.

Todo mundo, e por que não dizer todo “o mundo”, sabe que a região da 25 de Março é o paraíso das compras. Muita mercadoria barata e de todo o tipo. E todo mundo sabe que toda aquela oferta é barata porque é contrabandeada, e muita coisa é falsificada. Tudo ilegal, sem carga tributária, sem direitos autorais, sem direitos de marca, sem direito nenhum. E por que não dizer que esse é o “sonho neoliberal”, já que não existe a intervenção do Estado naquela zona e ninguém precisa justificar nada a ninguém? Aliás, existe sim a presença do Estado: apreendendo mercadorias de camelôs que ficam espalhados pelas calçadas.

Lego falsificado
Apesar da prisão do “empresário” Law Kin Chong, dono da lendária Galeria Pagé, a ilegalidade continua e aumenta cada vez mais. A quantidade de estrangeiros naquele comercio, a maioria de chineses, também é impressionante. Um colega meu de trabalho viu um anúncio curioso por lá: “Precisa-se de Bolivianos”, dizia uma placa; ou seja: precisa-se de gente que trabalhe muito, não fale nada e que aceite ganhar esmola. Coisas de potência econômica emergente: se não tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), então que tenha mão-de-obra semiescrava, para valer alguma coisa.

Voltando a cena que vi, se você parar para analisar, os camelôs que fugiram do rapa (os agentes do Estado), e tiveram seus tabuleiros apreendidos, eram brasileiros vendendo frutas, produtos verdadeiramente naturais que, obviamente, não eram falsificados; ou será que é possível falsificar um coco? Eles também não pagam nenhum tipo de imposto, mas suas ofertas mirradas não atrapalham em nada o comercio local (que em sua maioria é ilegal). O que justifica apreenderem as frutas que os camelôs vendiam enquanto todo o resto daquela ilegalidade acontecia sem nenhum problema, como se fosse a coisa mais natural do mundo? A única resposta que tenho é que muita gente GRANDE ganha MUITO dinheiro com isso.

Fruta original? Não, isso não pode!
Brasileiro vender frutas na rua deveria ser a atividade mais natural do mundo, mas não, na região central, ser estrangeiro e vender contrabando é que é corriqueiro, comum.

Ver brasileiros tendo suas mercadorias presas enquanto estrangeiros vendem produtos ilegais numa boa, de certa forma protegidos pelo Estado, é para ficar indignado. Não sou xenófobo, não tenho nada contra estrangeiro algum, mas também não acredito num mundinho Imagine, do John Lennon.

O curioso é que 25 de março é dia de São Dimas, conhecido na tradição católica como o “bom ladrão”, um criminoso que se arrependeu de seus feitos maus e que passou a converter outros contraventores.

Para converter a 25 de Março, com certeza, São Dimas precisará de um batalhão de santos para conseguir (se é que é possível convertê-los).



A ilegalidade propagada via internet:

12/11/2012

Publicidade legalize


LEGALIZE TOTAL! \o/ A maconha caminha em silêncio para a legalização!

Você percebeu?

Queimando tudo com a
rapaziada, menos o filme!
Há algum tempo atrás vi nas redes socais um folder do show do Planet Hemp, banda que que, todo mundo já está careca de saber, "luta" pela legalização da maconha; até aí, nada de novo (e nada contra também).

Mas um detalhe me chamou a atenção: no folder estava estampado o símbolo e o logotipo da Chevrolet! Isso quer dizer que uma marca tradicional, símbolo da indústria, do progresso, americana coisa e tal, conservadora piririm pororom, apoiava o evento em destaque, evento que era o show musical do Planet Hemp, “defensores” da maconha.

Indiretamente a marcar GM diz: maconheiros, “é nóis”! E dizem isso porque pensam em números: esse público é grande, tem grana, e queremo-los!

Hoje (domingo 11/11/2012) estava eu com amigos e familiares num bar da ZN, tomando várias, pra variar, e eis que entram duas promoters (gostosíssimas, com coroa de princesa e tudo mais). Não imaginávamos o que elas estavam promovendo, até chegaram à nossa mesa: fizeram algumas perguntas, tudo na maior das maiores descontrações e anunciam o produto anunciado: Bàli-Hài Paper....

Ok, o que é Bàli-Hài Paper? É nada mais nada menos do que papel para enrolar tabaco, fumo...

Aí eu me pergunto: quem é que hoje, com marcas e mais marcas de cigarros sendo oferecidas em qualquer esquina, quem é que enrola tabaco? Além dos tiozinhos que fumam cigarro de palha, quem é que enrola fumo? (fumo = tabaco)

Nem meu vô enrola mais o tabaco!
A resposta é: ninguém! Mesmo se alguém falar, “ah, eu enrolo meu tabaquinho, prefiro”, ainda sim é um número muito pequeno de consumidores. O foco da empresa, com certeza, são os que puxam um fuminho, a perninha do grilo, um Bob. Não creio que a Bàli-Hài Paper queira mudar o hábito de quem compra cigarro em maço.

Quem compra papel para enrolar tabaco, na boa, todo mundo sabe, que é pra enrolar fumo (fumo = maconha).  Cada um cada um, nada contra quem dá uns dois. Isso não é problema meu, e nem é um problema pra mim.

Mas é curiosos como a indústria se move em "silêncio" para atingir os mais diversos nichos. Não importa se é legal ou ilegal, se a galera “curti”, gosta, acha cool, acha legal, então é vendável e se é vendável deve ser comercializado!

Aí eu entro no site dos caras balihaipaper.com.br e tem todo um clima vintage (que é cool e está na moda), com surf music tocando e tudo mais e concluo: maconheiros, a legalização caminha para ser concretizada! Se a indústria indiretamente colabora e ganha grana de maneira legal com isso, então a clandestinidades está "próxima" do fim.

Quando a publicidade absorve algo e divulga é porque esse algo interessa muita gente que tem poder e quer ganhar mais grana; e as coisas mudam quando o interesse desses grupos, desses lobbys, estão em questão.

Maconheiros comemorem, a maconha caminha para a legalização!


Legalize it!


Peter Tosh

03/11/2012

Nós no ninho



Sabiá sobre o ninho
olhando para nós
no nosso mundinho
passarinho
rogai por nós



27/10/2012

Eleições: "escolhas" e escolhas



Será? E antes de chegar nessa máquina,
quem é que escolhe? Não é você...
Domingo (28/10/2012) é dia de votar num dos dois candidatos para prefeito, no 2º turno das eleições, e, independente da escolha feita, votaremos em alguém que já foi pré-escolhido, sem que ninguém pedisse sua opinião. E ainda temos que ouvir dos cidadãos-praticantes-da-mesmice que temos que votar, e VOTAR CERTO! ESCOLHER O CORRETO! Mas há mais duas opções, e boas: votar nulo ou votar em branco, que nos últimos anos vem sendo minhas escolhas preferidas. Revezo entre elas.

A única certeza que temos é de que votaremos num candidato dum partido corrupto, não interessa qual seja, PT ou PSDB, que têm no currículo: mensalões, privatizações self service, nepotismo, lobby e muita, mas muita injustiça. Esse é o quadro crítico.

Enquanto não tivermos tempo para nada, a vida ser um mero lance programado, uma eterna pressa que não chega a lugar nenhum, algo editado, faturado, creditado, debitado, um pacote a prazo, uma compra coletiva, um imposto imposto, uma terceirização, uma quarteirização, um BBB, uma franquia, um freelancer, um american way of life, um “curtir”/”compartilhar”, uma propaganda, um produto da moda, uma tendência, uma marca, uma logomarca (neologismo bizarro), um negócio da china, um fazer só para melhorar o currículo, uma Mega Sena, uma esperança eterna ("esperança" é praticar o ato de esperar, não é "ter fé"!), enquanto for um compromisso com o nada, principalmente na parte política, será assim: votaremos em alguém que já foi pré-escolhido.

Então quando for votar domingo, saiba que você está cumprindo um mero papel de cidadão, num teatro chamado sociedade democrática.

Democracia não é sinônimo de liberdade.


O sujo e o mal-lavado:
você escolherá o melhor ou o que fede menos?
E quem escolheu eles como candidatos, foi você?
Acho que não...

22/10/2012

O mau e velho “telefone sem fio”



Nem te conto...
   “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”.
    
Fiz uma pesquisa rápida na internet para saber quem é o autor dessa frase e, para minha não surpresa, um site mostra-a como de autor anônimo e outro como um provérbio chinês. Parei por aí. Com certeza existem outros sites que mostram essa mesma frase, mas com autorias diferentes. Ainda mais na era digital, onde tudo é reproduzido exaustivamente e sem o menor critério.

Acho que todo mundo sabe o que significa a expressão “telefone sem fio”: é quando algum acontecimento é relatado, quando a estória corre de boca em boca, e a cada vez que é recontada, ganha um novo detalhe, uma nova qualquer coisa, até que chega um momento em que o fato distorce de vez e, pior, vira verdade absoluta. E isso acontece porque não se costuma procurar fontes confiáveis, não se procura saber se os acontecimentos realmente aconteceram. Acredita-se na coisa do jeito que ela cai no colo. E as redes sociais, onde tudo se dissemina numa velocidade espantosa, vieram para ser uma extensão poderosa do “telefone sem fio”.

Nessa época de eleições aparecem montagens e mais montagens estampando as caras dos políticos mais notórios, dos que estão na moda, dos candidatos perpétuos. Cada um zoa o político que acredita ser “o corrupto”. Acho que por isso vemos montagens com todos eles.

Um chuchuzinho... no cu do
funcionalismo público. 
Uma montagem que me chamou a atenção foi essa ao lado, onde mostra a cara governador Alckmin e acima uma frase que, segundo a imagem, foi dita por tal político. Achei estranho não ter ouvido falar nada sobre isso, repercussão nenhuma disso. Está certo que os veículos de comunicação, principalmente os de São Paulo, protegem fortemente o PSDB e seu lobby empresarial, mas uma frase dessa não há amiguinho que a esconda. Os tucanos estão vendendo (dando) o patrimônio público faz tempo, estão botando na bunda do funcionário público, mas será que foi o geraldinho mesmo que disso isso?

Resolvi pesquisar na net se ele era mesmo o autor da frase. Para minha, novamente, não surpresa, descobri que não foi ele quem disse tamanha bobagem. A frase foi dita pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quando questionado sobre a greve dos professores em seu Estado, que já durava 24 dias (clique e leia). A frase é chocante e revela como os políticos, mais do que liberais, enxergam o patrimônio público. Triste.

Mas, não contente ainda com a descoberta, resolvi pesquisar mais um pouco e encontrei no YouTube a gravação em que ele diz, ao vivo, a famigerada frase, escute:



Agora: vendo a montagem feita com o governador Alckmin, lendo a matéria do governador Cid Gomes e ouvindo-o falar, pergunto: a primeira tem relação com a última? É dito a mesma coisa, ou será que há distorção? E o que o governador Cid Gomes disse, será que é tão absurdo assim?

Não voto em ninguém faz tempo, tenho repúdio pelo PSDB, que está liquidando o patrimônio público e detesto essa confusão ideológica que existe na política brasileira, onde o PSB (Partido Socialista Brasileiro) propaga ideias liberais.

Cid Gomes: peace and love
Faça amor, não faça fortuna.
O governador cearense tem certa razão em dizer que quem quer ganhar dinheiro, tem que ir para o setor privado, mas quando fala que quem está no setor público, tem que fazer o trabalho por amor, aí ele “força a barra”.

O “telefone sem fio” propagou a notícia, prejudicou ele, o governador geraldinho, e a quem leu também, porque se analisar cada mídia, vai perceber que cada um disse o que quis.

Procure sempre mais e mais fontes de informação, porque a verdade é só uma possibilidade.



Essa montagem apareceu na TL do meu Facebook hoje,
dia 12/09/13. As pessoas acreditam em qualquer coisa
que leem. Não fazem o mínimo esforço pra saber o que
é verdade ou não, no mundo das redes sociais.