A
foto da capa da Revista Isto É (edição de 01/05/2013) faz uma associação
totalmente infeliz: associa o menor criminoso à prática do skate.
Hoje
os skatistas brasileiros são referência no esporte, e lutaram muito para
conquistar isso. No documentário Vida
Sobre Rodas (abaixo) é possível ver a evolução do esporte no Brasil e do respeito
adquirido, ao longo dos anos, por seus desportistas.
A
foto da Revista Isto É faz lembrar-nos do ex-prefeito alcoólatra Jânio Quadros,
que no ano de 1988 proibiu o skate no parque do Ibirapuera, a princípio, logo
mais ampliando a proibição para toda a cidade de São Paulo.
Quando
algum jovem era pego andando de skate, a polícia o encaminhava à delegacia, o
skate era apreendido e os pais do “criminoso” tinham que comparecer para retirá-lo.
Parece piada, mas não é.
Numa
mão um skate, na outra uma arma; e na cabeça do responsável pela produção da
foto, uma infelicidade.
A inspiração é algo interessante:
enquanto olhava para o teto, pensando nos trabalhos da por... da maravilha da
pós, fiquei observando uma aranha que apareceu do nada... Daí saiu esta
cantiga:
Quero
saber, quem vai falar
quem
foi que ensinou
a
dona aranha a costurar
Quero
saber, quem vai dizer
quem foi que ensinou
a dona aranha a tecer
Sobe e desce, tece a teia
a dona aranha não enrola
sobe e desce, tece a teia
não emaranha e não embola
Outro
dia me deparei no Metrô/SP com esta campanha: Olhe ao Redor.
O adesivo estava logo acima do
banco azul, o reservado. Qualquer um faz uma rápida associação: respeite este
local, cumpra a lei, ceda o lugar...
A
campanha, que propõe às pessoas a olharem ao seu redor, olhar com compaixão para
o próximo, é dos governos estadual e municipal de São Paulo, para a promoção
dos Direitos Humanos, ou algo assim.
Só
que um detalhe me chamou a atenção: a frase diz “Respeito, também é Direitos
Humanos”; fiquei na dúvida se respeito é direito ou dever. E pensando sobre,
cheguei a conclusão de que respeito não pode ser um direito, deve ser um dever!
Deveres Humanos, essa sim é a ideia.
Pense
da seguinte maneira: respeito é um direito, ponto. Então saio eu de casa e
exijo, porque eu tenho o direito, que as pessoas me tratem com respeito. Vendo
por esse lado, todos têm que me tratar bem e todos esperam o mesmo dos outros,
ou seja, ninguém faz nada por ninguém, a lei é sempre para que o outro cumpra-a.
Acredito que por isso na sociedade impere o desrespeito.
Agora,
se respeito fosse um dever: saio eu de casa sabendo que respeito é um dever,
então trato bem as pessoas e, tendo a mesma noção que eu, as pessoas também me
tratam com decência e aos outros também... Numa lógica espiral e simples, todos
se respeitarão.
Isso
está longe de acontecer, porque para que isso se torne real é preciso que se tenha o respeito como um valor humano, não como uma atitude que surge da
obrigação de uma lei, de um direito que se tem sobre o outro.
Todos
nós temos direitos, mas antes temos deveres e enquanto os direitos vierem antes
dos deveres, será essa baderna, todo mundo achando que o outro é que tem que cumprir primeiro.
E
que se cumpram os DEVERES HUMANOS.
Mais que um direito, respeito é um dever!
Igualdade não se faz com leis, se faz com educação.
Acessibilidade sim, se faz com leis, mas os empresários
estão cagando e andando para isso. Não
gastarão dinheiro para criar acesso a todos.
Apesar
de escreverem CENSURADO no título do vídeo, não acho o fato de não o exibirem na
TV, uma censura.
Todas
as pesquisas feitas pelos veículos de comunicação, sobre programas, artistas ou
política, alias, nas propagandas políticas esta prática é muito comum:
entrevista-se um monte de gente e mostra-se somente as respostas positivas.
Tudo que é negativo, lima-se.
O
que este vídeo demonstra é que não adianta mais saírem por aí forjando
pesquisas, porque, graças à tecnologia, qualquer um pode filmar o que um
apresentador ou jornalista estiver fazendo na rua e depois jogar essa filmagem na internet, que
é o que aconteceu nesse caso.
Censura
é outra coisa.
Este
vídeo tem grande importância porque é uma pessoa comum desmascarando uma corporação
gigantesca. E este vídeo virou um viral.
O
discurso não é mais unilateral. Que se espalhem cada vez mais esses vídeos e
essas atitudes!
O primeiro vídeo que deu origem a essa postagem
foi removido. Então procurei outro e fiz o upload.
Fé
de mais não cheira bem... Mas Papa argentino, até que cheira!
Pensem
na grande oportunidade que a igreja católica perdeu, quando não escolheu para Papa
o brasileiro.
Pense:
somos a sexta maior economia do mundo, já fomos para o espaço (como
astronauta), temos trabalhadores em regime de escravidão (potenciais clientes
da fé), tivemos Panamericano, teremos Copa do Mundo, Olimpíadas... Nós somos o
futuro!
A
igreja católica está perdendo share de
mercado aqui, na Ilha de Ver(lh)a Cruz: as religiões evangélicas crescem,
multiplicam-se e faturam, faturam, faturam, cada vez mais, trocando dinheiro à
vista por milagres a um prazo muito, muito, muito longo.
Os
bispos chegam a travar batalhas “dinheirológicas” pela TV, na tentativa de angariar
mais e mais e mais fiéis. Cada tubarão puxa a sardinha para o seu lado.
Fecha-se
um boteco, abre-se um templo quadrangular da graça não sei das quanta, e com os
mesmos clientes, incrível isso!
E
os católicos... Bucólicos, na verdade.
Perderam
a chance de reconquistar mercado, sem precisar caçar e queimar ninguém na
fogueira! Que chance desperdiçada. O marqueteiro do conclave é muito fraco.
Imaginem
quantas dancinhas novas o Padre Marcelo Rossi poderia lançar, para impulsionar
as vendas litúrgicas. E os brinquedos santos que poderiam ser inventados: Lego
Maquete do Vaticano, crucifixos coloridos para a molecada (ou meninada) Emo,
fantasias de Papa, bonequinhos tipo mini craques, putz, seria demais! Mas não
foi.
Na
verdade foi é bom o Papa escolhido não ser o brasileiro. Tudo o que não
precisamos é de afirmar uma religião, seja qual ela for.
Cada
um que acredite na que quiser e em quantas quiser. A verdadeira benção é o sincretismo
que por aqui impera!
De
2000 para cá a lei proíbe que o menor de 16 anos trabalhe com carteira
assinada; salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, ele arruma um
contratinho meia sola. Isso para a sua proteção... Ou será que é para baratear
a mão de obra?
Bem,
tirei a CTPS com 13 anos e consegui que a assinassem aos 14. Não morri por
conta disso, muito pelo contrário.
Art.
402.
Considera-se menor para os efeitos desta Consolidação o trabalhador de quatorze
até dezoito anos. (Alterado pela L-010.097-2000)
Art.
403. É
proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na
condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. (Alterado pela
L-010.097-2000)
Parágrafo único. O
trabalho do menor não poderá
ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico,
psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à
escola. (Alterado pela L-010.097-2000)
pelo que
entendi, eu chego para comprar um sorvete e ele já está pago. Então eu pego o
dinheiro que pagaria meu sorvete e deixo outro sorvete pago para o próximo, que
faz a mesma coisa... Ou seja: só a primeira pessoa não pagou o sorvete.
Todos os
seguintes pagaram o sorvete da dita corrente, com o dinheiro que pagaria o
próprio sorvete?
Essa
corrente é uma furada!
Bem, a
publicidade moderna não está aí para desenvolver grandes pessoas. Está nessa
para desenvolver grandes marcas! Que bom...
Alguns
poemas que fiz inspirados nessa cidade que não para, que desumaniza pessoas, humaniza
animais, cansa a vida, mas que ao mesmo tempo acolhe e cria oportunidades.
Disse um
filósofo que a primeira bomba atômica foi lançada sobre a Terra quando a
esperança de uma vida boa, próspera, de convivência pacifica e justa foi
lançada ao céu, a um lugar que não este em que vivemos.
Quando a
prosperidade deixou de habitar o planeta e passou a ser vista como algo divino,
algo a ser alcançado numa "vida" além-vida, passamos a deixar de lado
nossa realidade para crer num paraíso lúdico, perfeito e divino. O “agora” se
resumiu em penitência e servidão.
Espero que em
2013 (e nos anos posteriores) as pessoas entendam que podemos e somos capazes
de construir algo melhor, que podemos viver bem o "agora", com
dignidade, sem esperar pelo futuro e, muito menos, um paraíso divino, distante.
Geralmente as fotos publicadas nos jornais são acompanhadas de uma legenda. Essa legenda geralmente faz alguma observação sobre a foto ou é contida de alguma ironia, filosofia, algo que provoque o leitor a pensar sobre a imagem.
A legenda é boa quando a imagem retrata algo, a legenda diz outro algo e os dois criam uma terceira impressão sobre o assunto proposta na matéria.
Tenho como página inicial do meu Browser o site da Folha.com, pelo qual tento me manter informado das "notícias" sobre os mais variados assuntos.
A Folha anda pisando na bola quando o assunto é legenda. Ela simplesmente descreve a foto, coisa que é desnecessário, já que a imagem retrata a situação.
Acredito que elas sejam escritas por estagiários ou jovens jornalistas, que mais fumaram unzinho e beberam na faculdade do que se preocuparam em estudar comunicação. Um jornalista experiente não escreveria essas besteiras (acho).
Abaixo tem alguns exemplos:
Poderia ter escrito: Calor intenso no litoral paulista.
Veja a previsão do tempo.
Essa é bizarra! Essa postei no Twitter e 5 mim depois trocaram a legenda.
Veja abaixo:
Melhorou muito! O estagiário foi rápido.
Essa é esquisita: o que interessa é o vandalismo ou o cara fumando?
Quem é mais óbvio: a legenda ou o meteorologista francês?
É meio óbvio que a lentidão no trânsito foi causada pelo excesso de
veículos. Que tal assim: Tantos milhões de veículos descem ao litoral
paulista. Veja as condições das estradas.
Mulher celebra o ano novo... só ela que celebrou.
Veja bem, "danificados" acredito que não seja a palavra ideal... Os edifícios
foram DESTRUÍDOS! Isso sim.
Ah, é uma televisão, ainda bem que avisou, senão eu nem ia desconfiar.
Conforme a Folha for falhando, aumento minha coleção!
A notícia é o homem observando o foguete. O lançamento mesmo não
tem importância alguma. Essa é do dia 30/01/2013
Jogadores disputam bola no clássico... fala sério, a pessoa que escreveu
isso espera que os jogadores de futebol disputem o que?
Essa é tipo pegadinha: onde está a mulher? Sim, é aquela de burca, mas
como saber se ela está olhando, entrando ou sei lá o que?
Uma
cena hoje me chamou a atenção: estava eu subindo a rua em que trabalho, voltando
do almoço, e passaram correndo por mim alguns camelôs, fugindo do rapa. Normal
para a região, bairro da Luz, arredores da 25 de Março.
Não, não é uma Micareta.
É o dia a dia na 25.
Eram
três ambulantes: o primeiro com um tabuleiro de morangos, os outros com
tabuleiros de frutas. Pedaços de melancia e abacaxi fresquinhos. Caminhei mais
um pouco e vi outro, que foi pego e teve sua mercadoria apreendida. Vendia
coco. Num dia de calor paulistano, uma aguinha de coco é muito bem vinda.
Todo
mundo, e por que não dizer todo “o mundo”, sabe que a região da 25 de Março é o
paraíso das compras. Muita mercadoria barata e de todo o tipo. E todo mundo
sabe que toda aquela oferta é barata porque é contrabandeada, e muita coisa é falsificada.
Tudo ilegal, sem carga tributária, sem direitos autorais, sem direitos de
marca, sem direito nenhum. E por que não dizer que esse é o “sonho neoliberal”,
já que não existe a intervenção do Estado naquela zona e ninguém precisa
justificar nada a ninguém? Aliás, existe sim a presença do Estado: apreendendo mercadorias de camelôs que ficam espalhados pelas calçadas.
Lego falsificado
Apesar
da prisão do “empresário” Law Kin Chong, dono da lendária Galeria Pagé, a ilegalidade
continua e aumenta cada vez mais. A quantidade de estrangeiros naquele comercio,
a maioria de chineses, também é impressionante. Um colega meu de trabalho viu
um anúncio curioso por lá: “Precisa-se de Bolivianos”, dizia uma placa; ou
seja: precisa-se de gente que trabalhe muito, não fale nada e que aceite ganhar
esmola. Coisas de potência econômica emergente: se não tem IDH (Índice de
Desenvolvimento Humano), então que tenha mão-de-obra semiescrava, para valer
alguma coisa.
Voltando
a cena que vi, se você parar para analisar, os camelôs que fugiram do rapa (os agentes
do Estado), e tiveram seus tabuleiros apreendidos, eram brasileiros vendendo
frutas, produtos verdadeiramente naturais que, obviamente, não eram
falsificados; ou será que é possível falsificar um coco? Eles também não pagam nenhum
tipo de imposto, mas suas ofertas mirradas não atrapalham em nada o comercio
local (que em sua maioria é ilegal). O que justifica apreenderem as frutas que
os camelôs vendiam enquanto todo o resto daquela ilegalidade acontecia sem nenhum
problema, como se fosse a coisa mais natural do mundo? A única resposta que
tenho é que muita gente GRANDE ganha MUITO dinheiro com isso.
Fruta original? Não, isso não pode!
Brasileiro
vender frutas na rua deveria ser a atividade mais natural do mundo, mas não, na
região central, ser estrangeiro e vender contrabando é que é corriqueiro, comum.
Ver
brasileiros tendo suas mercadorias presas enquanto estrangeiros vendem produtos
ilegais numa boa, de certa forma protegidos pelo Estado, é para ficar indignado.
Não sou xenófobo, não tenho nada contra estrangeiro algum, mas também não acredito
num mundinho Imagine, do John Lennon.
O
curioso é que 25 de março é dia de São Dimas, conhecido na tradição católica
como o “bom ladrão”, um criminoso que se arrependeu de seus feitos maus e que
passou a converter outros contraventores.
Para
converter a 25 de Março, com certeza, São Dimas precisará de um batalhão de
santos para conseguir (se é que é possível convertê-los).
LEGALIZE TOTAL! \o/ A
maconha caminha em silêncio para a legalização!
Você percebeu?
Queimando tudo com a
rapaziada, menos o filme!
Há algum tempo atrás vi nas
redes socais um folder do show do Planet Hemp, banda que que, todo mundo já está careca
de saber, "luta" pela legalização da maconha; até aí, nada de novo (e
nada contra também).
Mas um detalhe me chamou a
atenção: no folder estava estampado o símbolo e o logotipo da Chevrolet! Isso
quer dizer que uma marca tradicional, símbolo da indústria, do progresso, americana
coisa e tal, conservadora piririm pororom, apoiava o evento em destaque, evento
que era o show musical do Planet Hemp, “defensores” da maconha.
Indiretamente a marcar GM
diz: maconheiros, “é nóis”! E dizem isso porque pensam em números: esse público
é grande, tem grana, e queremo-los!
Hoje (domingo 11/11/2012) estava
eu com amigos e familiares num bar da ZN, tomando várias, pra variar, e eis que
entram duas promoters (gostosíssimas, com coroa de princesa e tudo mais). Não
imaginávamos o que elas estavam promovendo, até chegaram à nossa mesa: fizeram
algumas perguntas, tudo na maior das maiores descontrações e anunciam o produto
anunciado: Bàli-Hài Paper....
Ok, o que é Bàli-Hài Paper?
É nada mais nada menos do que papel para enrolar tabaco, fumo...
Aí eu me pergunto: quem é
que hoje, com marcas e mais marcas de cigarros sendo oferecidas em qualquer esquina,
quem é que enrola tabaco? Além dos tiozinhos que fumam cigarro de palha, quem é
que enrola fumo? (fumo = tabaco)
Nem meu vô enrola mais o tabaco!
A resposta é: ninguém! Mesmo
se alguém falar, “ah, eu enrolo meu tabaquinho, prefiro”, ainda sim é um número
muito pequeno de consumidores. O foco da empresa, com certeza, são os que puxam
um fuminho, a perninha do grilo, um Bob. Não creio que a Bàli-Hài Paper queira
mudar o hábito de quem compra cigarro em maço.
Quem compra papel para
enrolar tabaco, na boa, todo mundo sabe, que é pra enrolar fumo (fumo =
maconha). Cada um cada um, nada contra
quem dá uns dois. Isso não é problema meu, e nem é um problema pra mim.
Mas é curiosos como a
indústria se move em "silêncio" para atingir os mais diversos nichos.
Não importa se é legal ou ilegal, se a galera “curti”, gosta, acha cool, acha
legal, então é vendável e se é vendável deve ser comercializado!
Aí eu entro no site dos
caras balihaipaper.com.br e tem todo um clima vintage (que é cool e está na
moda), com surf music tocando e tudo mais e concluo: maconheiros, a legalização
caminha para ser concretizada! Se a indústria indiretamente colabora e ganha
grana de maneira legal com isso, então a clandestinidades está
"próxima" do fim.
Quando a publicidade absorve
algo e divulga é porque esse algo interessa muita gente que tem poder e quer
ganhar mais grana; e as coisas mudam quando o interesse desses grupos, desses
lobbys, estão em questão.
Maconheiros comemorem, a
maconha caminha para a legalização!
Será? E antes de chegar nessa máquina,
quem é que escolhe? Não é você...
Domingo
(28/10/2012) é dia de votar num dos dois candidatos para prefeito, no 2º turno
das eleições, e, independente da escolha feita, votaremos em alguém que já foi
pré-escolhido, sem que ninguém pedisse sua opinião. E ainda temos que ouvir dos
cidadãos-praticantes-da-mesmice que temos que votar, e VOTAR CERTO! ESCOLHER O
CORRETO! Mas há mais duas opções, e boas: votar nulo ou votar em branco, que
nos últimos anos vem sendo minhas escolhas preferidas. Revezo entre elas.
A
única certeza que temos é de que votaremos num candidato dum partido corrupto,
não interessa qual seja, PT ou PSDB, que têm no currículo: mensalões, privatizações
self service, nepotismo, lobby e muita, mas muita injustiça. Esse
é o quadro crítico.
Enquanto
não tivermos tempo para nada, a vida ser um mero lance programado, uma eterna
pressa que não chega a lugar nenhum, algo editado, faturado, creditado, debitado,
um pacote a prazo, uma compra coletiva, um imposto imposto, uma terceirização, uma
quarteirização, um BBB, uma franquia, um freelancer,
um american way of life, um “curtir”/”compartilhar”,
uma propaganda, um produto da moda, uma tendência, uma marca, uma logomarca
(neologismo bizarro), um negócio da china, um fazer só para melhorar o
currículo, uma Mega Sena, uma esperança eterna ("esperança" é
praticar o ato de esperar, não é "ter fé"!), enquanto for um
compromisso com o nada, principalmente na parte política, será assim: votaremos
em alguém que já foi pré-escolhido.
Então
quando for votar domingo, saiba que você está cumprindo um mero papel de
cidadão, num teatro chamado sociedade democrática.
Democracia
não é sinônimo de liberdade.
O sujo e o mal-lavado:
você escolherá o melhor ou o que fede menos?
E quem escolheu eles como candidatos, foi você?
Acho que não...
“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás:
a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”.
Fiz
uma pesquisa rápida na internet para saber quem é o autor dessa frase e, para
minha não surpresa, um site mostra-a como de autor anônimo e outro como um provérbio chinês. Parei por aí. Com
certeza existem outros sites que mostram essa mesma frase, mas com autorias
diferentes. Ainda mais na era digital, onde tudo é reproduzido exaustivamente e
sem o menor critério.
Acho
que todo mundo sabe o que significa a expressão “telefone sem fio”: é quando algum
acontecimento é relatado, quando a estória corre de boca em boca, e a cada vez
que é recontada, ganha um novo detalhe, uma nova qualquer coisa, até que chega
um momento em que o fato distorce de vez e, pior, vira verdade absoluta. E isso
acontece porque não se costuma procurar fontes confiáveis, não se procura saber
se os acontecimentos realmente aconteceram. Acredita-se na coisa do jeito que
ela cai no colo. E as redes sociais, onde tudo se dissemina numa velocidade
espantosa, vieram para ser uma extensão poderosa do “telefone sem fio”.
Nessa
época de eleições aparecem montagens e mais montagens estampando as caras dos
políticos mais notórios, dos que estão na moda, dos candidatos perpétuos. Cada
um zoa o político que acredita ser “o corrupto”. Acho que por isso vemos
montagens com todos eles.
Um chuchuzinho... no cu do
funcionalismo público.
Uma
montagem que me chamou a atenção foi essa ao lado, onde mostra a cara
governador Alckmin e acima uma frase que, segundo a imagem, foi dita por tal
político. Achei estranho não ter ouvido falar nada sobre isso, repercussão
nenhuma disso. Está certo que os veículos de comunicação, principalmente os de
São Paulo, protegem fortemente o PSDB e seu lobby empresarial, mas uma frase
dessa não há amiguinho que a esconda. Os tucanos estão vendendo (dando) o
patrimônio público faz tempo, estão botando na bunda do funcionário público, mas
será que foi o geraldinho mesmo que disso isso?
Resolvi
pesquisar na net se ele era mesmo o autor da frase. Para minha, novamente, não
surpresa, descobri que não foi ele quem disse tamanha bobagem. A frase foi dita
pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quando questionado sobre a greve dos
professores em seu Estado, que já durava 24 dias (clique e leia). A frase é chocante e revela
como os políticos, mais do que liberais, enxergam o patrimônio público. Triste.
Mas,
não contente ainda com a descoberta, resolvi pesquisar mais um pouco e
encontrei no YouTube a gravação em que ele diz, ao vivo, a famigerada frase,
escute:
Agora:
vendo a montagem feita com o governador Alckmin, lendo a matéria do governador
Cid Gomes e ouvindo-o falar, pergunto: a primeira tem relação com a última? É
dito a mesma coisa, ou será que há distorção? E o que o governador Cid Gomes
disse, será que é tão absurdo assim?
Não
voto em ninguém faz tempo, tenho repúdio pelo PSDB, que está liquidando o
patrimônio público e detesto essa confusão ideológica que existe na política brasileira,
onde o PSB (Partido Socialista Brasileiro) propaga ideias liberais.
Cid Gomes: peace and love
Faça amor, não faça fortuna.
O
governador cearense tem certa razão em dizer que quem quer ganhar dinheiro, tem
que ir para o setor privado, mas quando fala que quem está no setor público,
tem que fazer o trabalho por amor, aí ele “força a barra”.
O
“telefone sem fio” propagou a notícia, prejudicou ele, o governador geraldinho,
e a quem leu também, porque se analisar cada mídia, vai perceber que cada um
disse o que quis.
Procure
sempre mais e mais fontes de informação, porque a verdade é só uma
possibilidade.
Essa montagem apareceu na TL do meu Facebook hoje,
dia 12/09/13. As pessoas acreditam em qualquer coisa
que leem. Não fazem o mínimo esforço pra saber o que